Demitiram Dunga e sua comissão técnica após a derrota para a Holanda e o sonho do Hexa foi adiado. Fato que não é nenhuma surpresa, Felipão ganhou a Copa e mesmo assim saiu. O mesmo caso foi o de Parreira em 1994. Enfim, é praxe na seleção o treinador sair após a vitória ou derrota em uma Copa do Mundo. Mas nesse caso foi especial, particularmente, para a rede Globo que fez questão de anunciar o fim da “era Dunga” como demissão e se apressou em divulgar comentários de Juninho Pernambucano dizendo que o técnico é grosso e sem educação.Ora, esses comentários foram feitos com que “sob encomenda”, pois a Globo, no meio da Copa, soltou um editorial afirmando que o Dunga era ríspido e por causa disso – pasmem! – não estaria apto para o seu cargo. Quando bobagem.
O Brasil perdeu a Copa, infelizmente, mas continuará perdendo muito mais é enquanto o patrimonialismo e o coronelismo do Ricardo Teixeira estivem fincados na Confederação Brasileira de Futebol. Ele é presidente da CBF desde 1989, são mais de 20 anos no poder! Mérito? Que nada. Clientelismo e demagogia.
Ele já esteve mais enrolado, quando, por exemplo, no caso da CPI do futebol teve que prestar depoimento para esclarecer como a entidade que dava lucro, após o contrato com a Nike passou a dar prejuízo. Infelizmente, não conseguiram foi construir provas. Mas que ele tem o rabo preso... ah, tem sim.
Em relação a seus meios escusos de se perpetuar no poder não tenho “provas” que o condene. Mas podemos identificar a sua postura elitista em frente a essa instituição. Incrível, mas como diz Gabriel O pensador “futebol não se aprende na escola”, aliás nem futebol e nem sobre o futebol; será que a CBF tem o único papel de investir no futebol de alto rendimento? Uma instituição pública (pelo menos deveria ser) se restringe a pagar hotel de luxo e manter os centros de treinamento da seleção.
Já é tempo de um investimento democrático. Investir na formação de crianças e adolescentes é primordial. Eles podem até a vir jogar bola profissionalmente, mas a prática esportiva saudável, cooperativa, como lazer e direito de todos, não pode mais ficar por conta do acaso. Esse “senhor” que está no comando da CBF é uma vergonha para nosso futebol. Todavia, dentre os milhões de praticantes de futebol alguns, apesar dos pesares, passam por essa incrível peneira futebolística e social e alcançam tamanha representação social que instiga, num círculo vicioso, outros milhares a continuarem tentando. Aos que conseguem parabéns, gozarão do luxo e da fama. Mas ao mesmo tempo contribuem para a miséria e a desigualdade social.
Até que enfim apareceu uma crítica ao "coronel".
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