quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mais uma vez o IDEB

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) é uma política pública de avaliação do sistema de ensino escolar brasileiro, sendo organizado pelo Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Esta política avalia tanto as escolas públicas – em níveis federais, estaduais e municipais – como particulares. Em linhas gerais, ela é fruto de um pensamento mundial de que a educação, dada a sua importância, deve ser regulada de forma a alcançar altos índices de eficiência, isto, baixo custo e alto benefício. A racionalidade tem papel fulcral, principalmente, no tocante a dados empíricos.

É muito comum se valer desses dados para “menosprezar” a capacidade das escolas públicas de ofertar um ensino de qualidade. Dento isso em mente fui verificar as quantas andas nota da escola em que trabalho em Goiânia e, também, de toda a rede municipal.

Para início de conversa, informo que os professores de Goiânia encontram-se de greve, pois a prefeitura de Goiânia encaminhou à Câmara um projeto de lei, n° 200/10, que prevê um piso de R$ 824,35 para professores com magistério em início de carreira com jornada de 30 horas semanais, mudança da data-base para janeiro e reajuste de 5% parcelado em duas vezes para os funcionários administrativos. A categoria alega que a Lei Federal 11.738/08 (Lei do Piso) e implemente o Piso Salarial Profissional Nacional na rede municipal, no valor de R$ 1.312,85 para professores com magistério (nível PE I), em início de carreira, com jornada de trabalho de 30 horas semanais. Além dessa discrepância de propostas, não raro, os professores escutam que não “merecem” reajustes salariais.

Vou me valer no IDEB, apesar das limitações de uma avaliação de tal porte, para tecer breves considerações. Em 2007, o IDEB observado, foi de 4.2, saltando para 5.1 já em 2009. Em outros termos, a meta das escolas públicas municipais era, para 2009, de 4.3 que foi facilmente ultrapassada. Mas as escolas foram muito além, ultrapassaram a meta estabelecida para 2013 – que é de 5.0. Será que essa evolução não tem contribuição dos professores?

A resposta é mais do que óbvia, todavia, vemos um verdadeiro desmerecimento das escolas públicas e seus profissionais de forma vã e ludibriosa. Que a qualidade da escola pública tem que melhorar é notório, não quero criar falsas expectativas com o resultado apresentado. Mas destaco que os professores cumprem seus deveres, e está na hora do governo cumprir a parte dele. Cabe à população fazer parte desse movimento. Aliás, é a população a grande beneficiada de progressos na educação.

Fonte: http://sistemasideb.inep.gov.br/resultado/

quarta-feira, 7 de julho de 2010

IV Congresso Centro-Oeste de Ciências do Esporte

O Congresso Centro-Oeste de Ciências do Esporte (CONCOCE) é o maior congresso regional organizado pelo Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE). Realizado a cada 2 anos o CONCOCE reúne as secretarias do CBCE no DF, GO, MS e MT, visando promover o intercâmbio científico, cultural e fomentar o processo de produção do conhecimento entre os acadêmicos, professores e estudantes de Educação Física/Ciências do Esporte.

Destaques da programação


Conferência de abertura com o tema: Megaeventos esportivos: impactos para a Educação Física, esporte e lazer - Prof. Dr. Fernando Mascarenhas (FEF/UnB e CBCE).
Mesa redonda I com o tema: A Copa do Mundo no país do futebol: a questão dos legados sociais - Prof. Dr. André Malina (DEF/UFMS e CBCE) e representante do Ministério do Esporte.
Mesa redonda II com o tema: Projeto Olímpico Brasileiro: implicações para a Educação Física e Ciências do Esporte - Prof. Dr. Lino Castellani Filho (FEF/UNICAMP e CBCE) e representante do Comitê Olímpico Brasileiro. 24 seminários introdutórios e/ou oficinas temáticas abrangendo os mais variados temas da Educação Física, esporte e lazer.

Mais informações: http://www.4concoce.com.br/

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quem irá demitir o Ricardo Teixeira?

Demitiram Dunga e sua comissão técnica após a derrota para a Holanda e o sonho do Hexa foi adiado. Fato que não é nenhuma surpresa, Felipão ganhou a Copa e mesmo assim saiu. O mesmo caso foi o de Parreira em 1994. Enfim, é praxe na seleção o treinador sair após a vitória ou derrota em uma Copa do Mundo. Mas nesse caso foi especial, particularmente, para a rede Globo que fez questão de anunciar o fim da “era Dunga” como demissão e se apressou em divulgar comentários de Juninho Pernambucano dizendo que o técnico é grosso e sem educação.

Ora, esses comentários foram feitos com que “sob encomenda”, pois a Globo, no meio da Copa, soltou um editorial afirmando que o Dunga era ríspido e por causa disso – pasmem! – não estaria apto para o seu cargo. Quando bobagem.

O Brasil perdeu a Copa, infelizmente, mas continuará perdendo muito mais é enquanto o patrimonialismo e o coronelismo do Ricardo Teixeira estivem fincados na Confederação Brasileira de Futebol. Ele é presidente da CBF desde 1989, são mais de 20 anos no poder! Mérito? Que nada. Clientelismo e demagogia.

Ele já esteve mais enrolado, quando, por exemplo, no caso da CPI do futebol teve que prestar depoimento para esclarecer como a entidade que dava lucro, após o contrato com a Nike passou a dar prejuízo. Infelizmente, não conseguiram foi construir provas. Mas que ele tem o rabo preso... ah, tem sim.

Em relação a seus meios escusos de se perpetuar no poder não tenho “provas” que o condene. Mas podemos identificar a sua postura elitista em frente a essa instituição. Incrível, mas como diz Gabriel O pensador “futebol não se aprende na escola”, aliás nem futebol e nem sobre o futebol; será que a CBF tem o único papel de investir no futebol de alto rendimento? Uma instituição pública (pelo menos deveria ser) se restringe a pagar hotel de luxo e manter os centros de treinamento da seleção.

Já é tempo de um investimento democrático. Investir na formação de crianças e adolescentes é primordial. Eles podem até a vir jogar bola profissionalmente, mas a prática esportiva saudável, cooperativa, como lazer e direito de todos, não pode mais ficar por conta do acaso. Esse “senhor” que está no comando da CBF é uma vergonha para nosso futebol. Todavia, dentre os milhões de praticantes de futebol alguns, apesar dos pesares, passam por essa incrível peneira futebolística e social e alcançam tamanha representação social que instiga, num círculo vicioso, outros milhares a continuarem tentando. Aos que conseguem parabéns, gozarão do luxo e da fama. Mas ao mesmo tempo contribuem para a miséria e a desigualdade social.

domingo, 4 de julho de 2010

Educação Física e o livro didático

Um livro didático para a Educação Física.

Será que faz sentido? Ele irá ensinar os alunos a jogarem bola?

Bem, a Secretária de Educação do Paraná produziu um para dar subsídio às aulas dos professores de Educação Física - Livro didático de Educação Física.

Instigado em descobrir os sentidos e processos de elaboração dessa obra que desenvolvi uma pesquisa sobre essa obra.

O trabalho você pode conferir no excelente site do Boletim de Educação Física, e é intitulado:
Educação Física e o livro didático: primeiras aproximações.

Você que é professor de Educação Física, deixe seu comentário. Seria profícuo termos um livro didático? Como ele poderia ajudar?

Resumo do trabalho
Este trabalho investiga a produção do livro didático de Educação Física para o ensino médio pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Tendo por objetivo a realização de uma análise crítica da relação existente entre a Educação Física e o livro didático, apresentando o seu processo histórico de desenvolvimento e objetivando compreender seus significados e as consequências práticas que podem advir com a implementação do livro didático. Para tanto, nos desbravamos na investigação sobre o livro didático, objeto de estudo com várias variáveis. Essa coisa, pois feito de papel e tinta, é, também, veículo portador de um sistema de valores, de uma cultura. Disto incide a investigação sobre a Educação Física e as concepções que lhe perpassam; além da necessidade de esclarecermos nossa compreensão sobre a educação que evidencia formas para tornar possível uma compreensão crítica e criativa da cultura corporal de movimento. A problemática que norteia este trabalho é a de como a Educação Física vem construindo formas de intervenção na prática pedagógica com o objetivo de propiciar a compreensão da cultura corporal de movimento. A forma de intervenção, nesse caso, é o uso do livro didático. E a nossa hipótese é que ele funcione como instrumento possibilitador de aquisição de saberes. Para efetivar este estudo, analisamos o livro didático de Educação Física em conjunto com as Diretrizes Curriculares da Educação Física e o Projeto Folhas, e comparativamente ao Plano Nacional do Livro Didático. O caráter exploratório do trabalho nos mostrou um campo profícuo de estudo e podemos apontar que o livro didático de Educação Física contribui para compreender a cultura corporal de movimento, não se limitando a enfoques biológicos e esportivos.

Post scriptum

Quem quiser ter acesso a todos os livros didáticos públicos do Paraná, basta acessar:
http://www.diaadia.pr.gov.br/projetofolhas/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=12

Pedagogia do Esporte: Descobrindo Novos Caminhos










Pedagogia do Esporte

A quem interessa o esporte como pedagogia? Certamente a muitas pessoas. O que ensinar e como ensinar sempre foram questões complexas para os professores. Dada a abrangência da atual sociedade, a educação esportiva torna­‑se uma importante ferramenta em variadas situações da vida e do trabalho. No interior da Educação Básica, a Educação Física trata o esporte como conteúdo curricular, atividade complementar, performance, estética, lazer e cultura, atuando com diversas metodologias de ensino. Neste livro, o método é o próprio jogo. O universo do jogo permite ilações com o universo do esporte. Permite também novas possibilidades criativas, tanto por parte dos professores como por parte dos alunos. O ensino de esporte por meio de jogos é apresentado aqui como possibilidade metodológica que deve ser planejada, construída, experimentada, avaliada e discutida pelos interessados.